O PS anda com fome de eleições (legislativas). Seguro já mudou a pose, agora parece um estadista, também mudou o discurso, agora já não fala como um líder de oposição mas como um candidato. Tem andado pelo país a fazer promessas para quando for Primeiro Ministro (como ele diz). No “falecido” Contra Informação havia um boneco de um certo político cuja frase era: “eu vou ser Primeiro Ministro, eu vou ser Primeiro Ministro”. Parece que Seguro é o sucessor desse boneco.
Tudo indica que as eleições (directas) serão em Abril e nessa altura será escolhido um novo líder. Dia 10 de Fevereiro, no Conselho Nacional do partido será discutida essa data, já que um dos pontos da ordem de trabalhos é a marcação do Congresso (que deverá ser em Julho). Não sei muito bem qual é a ideia desta gente mas eleições (internas) antes das autárquicas não é das ideias mais brilhantes que já ouvi. Esta trapalhada vai certamente desestabilizar a estratégia autárquica.
Seguro será seguramente corrido. Mais um líder de transição que ficou a tapar o buraco na liderança do partido. Como cheira a eleições, vão pô-lo a mexer e agora que venha o Costa para derrubar Passos Coelho. Isto faz-me lembrar o tempo do Ferro Rodrigues. Também ele ficou a tapar o buraco até que o Sócrates apareceu para levar o PS ao poder, com a ajuda do amigo Sampaio… Será que a História se vai repetir? Na altura o Presidente da República esperou que o PS tivesse um líder à altura das circunstâncias. Será que Cavaco também espera o mesmo? Duvido! Cavaco não é Sampaio e Cavaco não é do PS…
António Costa não definiu ainda se é candidato à Câmara Municipal de Lisboa, à liderança do partido, ou até mesmo a ambos. No entanto não é necessário ser bruxo para saber que ele é candidato às próximas directas, basta para isso ouvir o seu discurso na abertura do congresso do PS/Açores onde inclusive Carlos César lhe respondeu manifestando o seu apoio.
Teremos de aguardar pelos desenvolvimentos dos próximos capítulos para conhecer este desfecho mas pode-se antever algo…
o último paragrafo faz-me lembrar o comissão politica psd da Covilhã - "temos de aguardar pelos desenvolvimentos dos próximos capítulos para conhecer" o nosso candidato às autárquicas.
ResponderEliminarCalma Marta. Enquanto que os outros apresentam candidatos sem ideias, aqui apresenta-se primeiro um projecto e depois alguém capaz de o encabeçar... Mas isso nada tem que ver com a crónica.
EliminarCaro Gil Carvalheiro,
EliminarTem razão quando escreveu (…) Seguro será seguramente corrido. Mais um líder de transição que ficou a tapar o buraco na liderança do partido (…). Se o PPD/PSD tivesse tempo a quando das últimas legislativas, seria o que seguramente aconteceria ao impreparado do Passos Coelho, mas como não havia hipótese de o correr, lá ficou para desgraça de todos nós!
Estou convicto, que o António Costa não avançará para a liderança do partido. O governo só cai se o CDS-PP, roer a corda, mas como só a reboque vai para o governo, não queimará esta etapa!
Cumprimentos
Caro anónimo,
EliminarA diferença entre as duas situações de que fala é que o Passos Coelho não foi para lá por acidente mas por ter ganho as eleições de entre três candidatos. Já Seguro ganhou a um candidato fraquíssimo com uma larga maioria. Se Costa avança ou não, veremos. Quando à queda do Governo nunca acreditei nela, pelo menos com a convocação de eleições...
Caro Gil Carvalheiro,
EliminarDiscordo completamente de si, porque Passos Coelho era um candidato fraquíssimo (como 1º ministro é um verbo de encher), em relação a Paulo Rangel e Aguiar Branco, estes com provas dadas, ao contrário do assalariado do “barão” do PSD, engº Ângelo Correia. Ele (Passos), só ganhou as eleições internas porque tinha “tropas” e andava no terreno há muito tempo, talvez anos!
E ainda lhe digo mais,... quem manda no governo, é o senhor Relvas e o ministro Gaspar!
E por aqui me fico.
Cumprimentos
Caro anónimo,
EliminarFraquíssimo ou não, ganhou. As tropas são uma necessidade para as batalhas. Mas o tema aqui não é esse...