Teria sido hoje a tomada de posse para mais um mandato à frente da Venezuela mas por motivos de saúde que todos conhecemos, o grande ditador, está impossibilitado de abandonar o hospital em Cuba.
De acordo com a Constituição daquele país, no caso de o Presidente eleito não tomar posse terão de ser convocadas novas eleições. O que se verificou hoje não foi isso. O Supremo Tribunal de Justiça entendeu que por se tratar de uma reeleição não existe uma suspensão do cargo, logo o acto oficial poderia ser adiado sem que isso provocasse novas eleições. [não é só por cá que se comentem inconstitucionalidades]
Claro que os apoiantes aplaudiram de pé esta decisão e marcaram uma manifestação de apoio ao seu Presidente, contando com a presença de representantes de Estados vizinhos e “amigos”.
A oposição não se conforma e promete não baixar os braços, uma vez que o estado de saúde de Hugo Chávez é muito grave e não há indicações de que ele possa voltar a exercer o cargo [se não morrer entretanto como já foi noticiado por vários meios de comunicação mundiais]. Exigem a deslocação de uma junta médica a Havana para avaliar se o estado de saúde de Chávez é temporário ou permanente e ameaçam recorrer a aliado externos.
Se ele está vivo ou não, não se sabe ao certo. Há quem diga que está em fase terminal, ligado à máquina, há quem diga que já morreu, há quem diga que está a recuperar. Mas uma coisa é certa: ele ganhou as eleições e continua a ser Presidente até que seja encontrada uma forma, semelhante ao que se passou em Cuba, que permita passar a coroa aos seus amigotes de confiança, em defesa da ditadura.
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