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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Com Seara ou se(m)ara?

Seara voltou a levar uma nega na sua tentativa de alterar as regras do jogo. A teimosia deste senhor e dos dois partidos que sustentam a sua candidatura não se fica por aqui, pois já anunciaram novo recurso. De recurso em recurso rumo às autárquicas…

Quem são os culpados? São todos aqueles que se recusaram a clarificar a lei quando esta começou a suscitar dúvidas. Nessa altura o mais sensato teria sido “emendar” a lei. Mas faltou a coragem. Muita gente diz que a lei é bem clara. De facto, ela é clara mas não da forma como este (e outros) candidatos (repetentes) a querem interpretar. A lei foi criada para que os políticos deixassem de ser perpetuar no poder, logo ela é aplicada ao cargo`, não ao local onde se exerce o cargo.

Todos conhecem a minha posição face a este abuso, esta tentativa de contornar a lei e usá-la ao contrário. Quem me conhece sabe que sou frontalmente contra esta roda de cadeiras que em nada dignifica a democracia e continua a permitir a perpetuação no poder. É bem claro que o legislador pretendia acabar com os “agarrados ao poder” e não permitir que eles mudassem de poiso.

Quando é que Seara desiste? Quando é que todos os que estão nas mesmas condições ganham vergonha na cara e se retiram da cena política? Não chega já? Acaso não está na altura de dar o lugar a outros? É nas ditaduras que as pessoas se perpetuam no poder, não em democracia.

 

(NOTA: nada tenho contra Seara, ele serve apenas de exemplo. A minha posição é exactamente a mesma para todos os autarcas que se candidatam em outras autarquias, independentemente das suas capacidades e competência)

A tradição já não é o que era…

Cavaco dizia há alguns dias que, em Portugal, a tradição sempre foi pagar os subsídios em Julho e Novembro. Isto foi dito antes de ter em mãos o diploma que hoje foi promulgado.

Para quem defendia o “estado normal das coisas”, fica muito mal na fotografia por dar luz verde a esta lei que não é mais do que (mais) uma teimosia do Governo. O TC mandou pagar os subsídios e o Governo resolve contornar a lei com outra lei. Assim, os funcionários públicos e os pensionistas vão receber o subsídio de férias por altura do Natal, mantendo os famosos duodécimos como subsídio de Natal.

Onde é que já se viu pagar o subsídio de férias no Natal? A tradição já não é o que era…

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Autárquicas 2013

Finalmente soube-se a data das eleições.

Falava-se por aí, com convicção, que seriam no dia 22 de Setembro (como desejava a direita), mas a escolha acabou por recair sobre o domingo seguinte (dia 29).

A justificação para esta selecção tem uma certa lógica: a maioria das pessoas já não estão de férias [como se o povo fosse de férias com a miséria que por aí anda].

Dia 22 de Setembro era demasiado cedo. A campanha seria feita ainda em tempo de férias.

O 29 não é o ideal. O povo está acostumado a ter autárquicas em Outubro mas as duas datas não são nada boas.

O dia 6 de Outubro, ao contrário do que diz Seguro, era perigoso tendo em conta as comemorações do 5 de Outubro, Porquê? Porque no suposto dia de reflexão teríamos os partidos políticos a discursar… Seria uma campanha encapotada, o que vai contra a lei!

O dia 13 é de facto, goste-se/concorde-se ou não, um dia de peregrinação em que muita gente acorre a Fátima e obviamente não vai votar.

Tendo em conta o crescente número de abstenções, é mesmo bom que se escolha a data mais favorável aos eleitores…

domingo, 9 de junho de 2013

O injustiçado arrependido e o (re)candidato

Dois anos depois deste Governo ter iniciado funções, Vítor Gaspar diz-se arrependido por não ter começado a estabilização orçamental pela reforma da administração pública, em vez de ter iniciado esse processo via aumento de impostos. Esta mente brilhante só  percebeu a meio do mandato que primeiro corta-se na despesa e depois é que se recorre ao aumento da receita, caso seja necessário. Mas claro, é mais fácil atacar o elo mais fraco do que fazer cortes nas tão famosas gorduras do Estado [olhando para o que foi cortado, tudo leva a crer que este Estado é magrinho, porque as gorduras retiradas foram poucas ou nenhumas…].

Mas esta sumidade não se fica por aqui e faz um papel novo na sua personagem: o papel do ser humano que erra e faz o mea culpa [que agora está muito na moda]: “Tenho maior gosto em discutir erros, mas apresentar uma lista de erros seria demasiado demorado. Deixe-me apontar-lhe apenas um que parece importante”.

Escusado será dizer que os críticos de Gaspar dizem que ele não se devia ter engano e há quem chegue a dizer [Marcelo Rebelo de Sousa] que ele se tornou numa minus valia para o Governo . O Secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, apressa-se a “vir a terreiro” defender o chefe e diz que este tem sido muito injustiçado porque tem feito (passo a citar) “um "trabalho patriótico”.

Completamos este tríduo com um Primeiro Ministro que se assume disponível para uma recandidatura. Este fait divers dispensa comentários. Acho que Passos Coelho anda a dormir. Uma recandidatura seria o maior chimbalau  que o PSD alguma viu numas legislativas. Já que é teimoso e tenciona fazer o mandato até ao fim, que não pretenda prolongar o sofrimento do PSD nem a vergonha do partido. Quando é que correm com ele (do partido)? Estão à espera que perca a recandidatura? Ou será depois das autárquicas?