Começou hoje o primeiro debate público [ou não] sobre a reforma do Estado sob o título Pensar o futuro – um Estado para a sociedade. A ideia partiu do Primeiro Ministro que dá assim o pontapé de saída para o [suposto] envolvimento da sociedade portuguesa no futuro do Estado, esperando desta contributos para a mudança, tentando ser uma alternativa ao [famoso] relatório do FMI.
Este debate era de tal forma importante e aberto que as pessoas só podiam ir por convite [eu não tive essa honra nem a maioria dos portugueses] e a comunicação social estava proibida de filmar ou registar áudios do dito debate. Talvez seja um plano secreto de salvação nacional e por isso se justifiquem as restrições.
A organizadora, Sofia Galvão (ex dirigente do PSD e membro do Governo de Santana Lopes), deixou bem claras as regras desde o início do debate: a comunicação social poderia estar presente, no entanto só poderiam filmar ou gravar as sessões de abertura (com Carlos Moedas) e de encerramento (com Passos Coelho) e só poderiam citar os intervenientes que assim o permitissem. Muitos dos meios de comunicação sentiram-se insultados e privados de exercer o seu dever de informação [e bem] e abandonaram a sala. No seu discurso introdutório dizia que pretende-se um “debate aberto, profundo e construtivo”. [aberto não sei para quem se aqueles que foram impedidos de entrar, também estão impedidos de ter reportagens sérias e reais sobre o acontecimento].
Nestas coisas há sempre alguém em defesa da dama e desta vez a tarefa coube a José Luís Arnaut que diz que este não é local para chicana política nem para manifestações e que por isso este modelo, à porta fechada, é o mais adequado para manter a seriedade. [é capaz de ter razão mas para isso fazem-se tertúlias de amigos e não se anunciam como sendo debates alargados que envolvem a sociedade!]
Mas o debate não acaba aqui, amanhã pensa-se mais um bocadinho…
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