Há muito que alguns pediam mais tempo para que se pudesse pagar o empréstimo [venda!] da troika. A dada altura foi concedido mais tempo à Grécia [convém recordar que esta Grécia é a mesma que já obteve um perdão de parte da dívida e a mesma que pediu um segundo resgate!]. Membros do Governo apressaram-se, na altura, a dizer que a situação de Portugal não era comparável com a daquele país e que por isso os nossos prazos se mantinham.
Meses mais tarde, acabámos por verificar que o Governo teve de ceder e assumir que o melhor caminho é o do alargamento dos prazos. Mas não se iludam porque isso não significa um alívio para o povo. A austeridade veio para ficar! E nem mesmo este aumento dos prazos, fará com que as medidas sejam mais leves. Tudo indica que continuará a política dos cortes [cegos] e dos aumentos [de tudo quanto for possível].
Sendo que o chumbo do OE 2013 pelo Tribunal Constitucional é mais do que certo, isto é tão só e apenas o plano B do Governo. Na verdade não se trata de um pedido voluntário, e do reconhecimento de uma necessidade de alívio, mas sim uma necessidade desesperada de manter o rumo traçado.
Se a Europa aceita ou não este pedido teremos de esperar até dia 5 de Março, data em que reúnem os Ministros das Finanças da UE.
Nem mesmo o regresso antecipado aos mercados faz com que o Governo comece a penar numa política de alavancagem da economia. Espera-se mais do mesmo. Um Governo sem sensibilidade social (ou mesmo económica), cuja obsessão é o equilíbrio das contas públicas pelo lado da receita e não pelo lado da despesa, como tinha prometido!
(por questões técnicas que me ultrapassam, esta crónica ficou “presa” nos rascunhos e só hoje (dia 26) a consegui publicar)
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