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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Freitas e a queda do Governo

Ontem Freitas do Amaral na sua entrevista foi mais um arauto do futuro deste Governo. Dizia este iluminado, ex CDS, que acredita que Cavaco vai acabar por dissolver a Assembleia da República. Segundo este político, o fracasso da execução orçamental de 2012 e a do primeiro trimestre deste ano são motivos para que isso aconteça, juntamente com o aumento do descontentamento popular face a mais e mais austeridade. [desconhecia as suas capacidades de prever o futuro]

Compara a situação actual do país com 1974. “O ano de 2013 só tem comparação em dificuldades e perigos de 1975”, considera Freitas do Amaral  [não sei bem ao que se está a referir quando fala em perigos…]

Não acredita que Passos Coelho se demita mesmo que as coisas se compliquem e também não crê que o CDS deixe cair o Governo porque isso contraria o interesse de Paulo Portas em governar o país. [tem uma certa razão]

Criticou muito o Governo, nomeadamente o PSD, sobretudo por ter defendido na campanha eleitoral uma diminuição da despesa mas aquilo que tem acontecido é um aumento brutal da receita como forma de (tentar) equilibrar as contas públicas. Diz ainda que a troika não é desculpa para tudo e que o Governo não pode ser tão radical mas medidas a adoptar e que tem de parar com esta sucessiva austeridade. Na sua opinião Passos Coelho tem muito pouca experiência política e isso tem-se reflectido nos seus erros.

Considera existirem outras vias de cumprir o memorando, nomeadamente do lado do corte da despesa do Estado [leia-se Governo].

Como neo PS que se tornou [tal como Basílio Horta], veio em defesa do seu novo partido elogiando a capacidade crítica que tem demonstrado face às alternativas à austeridade. No entanto, considera que o PS não está, neste momento, preparado para governar apesar de poderem ganhar as próximas eleições. [engraxa bem que pode ser que te convidem outra vez para Ministro dos Negócios Estrangeiros]

Em relação a uma eventual remodelação do Governo, diz que Relvas já devia ter saído há muito tempo “por razões éticas” [que novidade! já toda a gente percebeu isso há muito tempo!] Também critica Gaspar dizendo que o Ministro das Finanças devia ser substituído por alguém “mais humanista, mais sensível aos problemas sociais”. [tem uma certa razão naquilo que diz. É necessária uma mudança de rumo e que olhem mais para as pessoas]

2 comentários:

  1. Não existem neste momento, frentes políticas interessadas em alterar o rumo deste país. A mudança que deveria estar a cargo deste governo, não irá acontecer. Quando falo em mudança, falo realmente em substituições governamentais. Humanismo e fraternidade faltam; assim como olhar para a sociedade não como simples conjunto de pessoas convertidas em números, mas sim como conjunto de cidadãos com necessidades e direitos. É necessário tornar a humanidade mais social e menos económica.
    Ou queres que diga isto em latim?

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    1. Mesmo que o PS tenha a sorte (ou o azar) de para lá ir em breve, não irá certamente mudar o rumo. Concordo em absoluto contigo. Falta a esta gente sensibilidade social. Olhar mais para as pessoas e para a economia e menos para as finanças. Quanto ao humanismo e à fraternidade são valores que há muito se perderam (na política)...

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