Exilados sempre existiram, não é propriamente novidade. Aquilo que parece ser novidade são os exilados fiscais. Mas para ao leitor mais desatento é necessário informar que Gerard Depardieu não o primeiro a mudar de nacionalidade nem de país para um país com impostos mais atractivos. Este feito remonta a finais dos anos 60, principio dos 70, quando no Reino Unido os mais ricos tinham uma taxa de 90% sobre os seus rendimentos.
Entre os exilados contam-se nomes como Sean Connery, Lewis Hamilton, Phil Collins, Montserrat Caballé entre muitos outros. Os países mais procurados são Mónaco, Suíça, Luxemburgo, Bélgica e Holanda.
Com a actual política fiscal francesa de perseguição aos mais ricos, vai certamente acontecer o mesmo que no Reino Unido no período referido. Gerard Depardieu é apenas um entre muitos. Na sua maioria optam pela vizinha Bélgica que tem uma política fiscal bem mais leve.
Por cá assistimos ao mesmo por parte de grandes empresas. O caso mais recente foi o do grupo Jerónimo Martins (dono do Pingo Doce). Na altura foi noticiado como se fosse um caso inédito mas há que esclarecer que das 20 empresas que compõem o PSI-20 apenas uma tem a sua sede fiscal em território nacional.
Como inverter a situação? Essa resposta é difícil. Uma opção seria uniformizar as taxas em todos os países da UE mas isso não resolvia a situação porque a Suíça continuaria a obter a preferência de muitos ou outros países que não pertençam à UE.
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