Ontem Freitas do Amaral na sua entrevista foi mais um arauto do futuro deste Governo. Dizia este iluminado, ex CDS, que acredita que Cavaco vai acabar por dissolver a Assembleia da República. Segundo este político, o fracasso da execução orçamental de 2012 e a do primeiro trimestre deste ano são motivos para que isso aconteça, juntamente com o aumento do descontentamento popular face a mais e mais austeridade. [desconhecia as suas capacidades de prever o futuro]
Compara a situação actual do país com 1974. “O ano de 2013 só tem comparação em dificuldades e perigos de 1975”, considera Freitas do Amaral [não sei bem ao que se está a referir quando fala em perigos…]
Não acredita que Passos Coelho se demita mesmo que as coisas se compliquem e também não crê que o CDS deixe cair o Governo porque isso contraria o interesse de Paulo Portas em governar o país. [tem uma certa razão]
Criticou muito o Governo, nomeadamente o PSD, sobretudo por ter defendido na campanha eleitoral uma diminuição da despesa mas aquilo que tem acontecido é um aumento brutal da receita como forma de (tentar) equilibrar as contas públicas. Diz ainda que a troika não é desculpa para tudo e que o Governo não pode ser tão radical mas medidas a adoptar e que tem de parar com esta sucessiva austeridade. Na sua opinião Passos Coelho tem muito pouca experiência política e isso tem-se reflectido nos seus erros.
Considera existirem outras vias de cumprir o memorando, nomeadamente do lado do corte da despesa do Estado [leia-se Governo].
Como neo PS que se tornou [tal como Basílio Horta], veio em defesa do seu novo partido elogiando a capacidade crítica que tem demonstrado face às alternativas à austeridade. No entanto, considera que o PS não está, neste momento, preparado para governar apesar de poderem ganhar as próximas eleições. [engraxa bem que pode ser que te convidem outra vez para Ministro dos Negócios Estrangeiros]
Em relação a uma eventual remodelação do Governo, diz que Relvas já devia ter saído há muito tempo “por razões éticas” [que novidade! já toda a gente percebeu isso há muito tempo!] Também critica Gaspar dizendo que o Ministro das Finanças devia ser substituído por alguém “mais humanista, mais sensível aos problemas sociais”. [tem uma certa razão naquilo que diz. É necessária uma mudança de rumo e que olhem mais para as pessoas]
Não existem neste momento, frentes políticas interessadas em alterar o rumo deste país. A mudança que deveria estar a cargo deste governo, não irá acontecer. Quando falo em mudança, falo realmente em substituições governamentais. Humanismo e fraternidade faltam; assim como olhar para a sociedade não como simples conjunto de pessoas convertidas em números, mas sim como conjunto de cidadãos com necessidades e direitos. É necessário tornar a humanidade mais social e menos económica.
ResponderEliminarOu queres que diga isto em latim?
Mesmo que o PS tenha a sorte (ou o azar) de para lá ir em breve, não irá certamente mudar o rumo. Concordo em absoluto contigo. Falta a esta gente sensibilidade social. Olhar mais para as pessoas e para a economia e menos para as finanças. Quanto ao humanismo e à fraternidade são valores que há muito se perderam (na política)...
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