Já nos acostumámos a que os funcionários públicos sejam os maus da fita. Eles é que são os responsáveis pela crise, uns preguiçosos, que não fazem nada, etc., etc..
Deixemos-nos de estereótipos e vamos aos factos:
- ordenados congelados desde 2010 (e ao que parece será até 2014)
- subsídios de férias e Natal “penhorados” em 2012
- em 2013 terão um subsídio “caçado” e o outro será diluído pelos 12 meses (duodécimos)
- corte de 5% no salário (acima de 1.500€), desde 2011
- a idade da reforma será gradualmente aumentada até aos 65 anos, encontrando-se actualmente nos 63,5 anos
- os contratos a prazo não estão a ser renovados devido aos (supostos) excessos de pessoal
Mas como estes trabalhadores são uns preguiçosos e os culpados da crise, e como tudo o que referi não é suficientemente penalizador, ainda está a ser ponderado aumento do horário de trabalho.
Afinal quem é que está a pagar a crise?
Hoje veio um idiota dizer que o grande corte da despesa do Estado deveria ser feito nos funcionários porque existem gente a mais no Estado. Até poderia concordar com este energúmeno se ele apresentasse factos. Atirar para o ar é fácil, difícil é demonstrar. Aceito que haja situações de excesso mas existem outras com falta. Cada caso é um caso é preciso muito cuidado com as generalizações e os estereótipos quando se vem mandar “bitaites” sobre estas questões em público…
Quantas vezes já ouvimos dizer? "Já sou funcionário público há não sei quantos anos e daqui ninguém me tira". No meu caso, eu também trabalho para a função pública já lá vão seis anos com sucessivos contratos. Por causa duns pagam os outros, infelizmente. (Bruno Cerqueira)
ResponderEliminarO caso dos professores é um caso à parte. Essa é a classe mais prejudicada porque até efectivarem andam com a casa às costas...
EliminarO meu vencimento esta “congelado” desde 2000. Estes pelo que sei eram aumentados todos os anos acima da inflação para não falar nas progressões na carreira.
ResponderEliminarO constitucional disse, mais igualdade entre o público e o privado. Que tal 40 horas de trabalho por semana.
Caro anónimo: e se essa igualdade começasse pelos cortes? Que lhe parece? O mal deste país é os trabalhadores terem inveja uns dos outros, em vez de lutarem pelos seus direitos!
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