Segunda feira foram divulgados os dados dos Censos 2011. Vamos aos dados.
Somos 10.562.178 (52% mulheres e 48% homens). Na última década a população aumentou 1,9%, devido à imigração (aumento de 70% de estrangeiros em relação a 2001). Apenas 8% do crescimento populacional se deve à renovação natural de gerações (saldo entre nascimentos e mortes). O maior crescimento populacional regista-se na região do Algarve e o menor no Alentejo. Em termos de municípios Santa Cruz (Madeira) regista o maior crescimento populacional, cerca de 40%, e, por outro, lado Alcoutim perde mais de 20% da sua população.
A idade média dos portugueses fixa-se nos 41,8 anos, sendo 43,2 nas mulheres e 40,3 nos homens. 15% da população é jovem, enquanto que 26% tem mais de 70 anos.
A dimensão média das famílias é de 2,6 pessoas, pois 21% das pessoas vivem sozinhas, sendo maioritariamente idosos e residentes no interior do país. É aliás nas regiões do interior que se nota maior desertificação e aumento de população no litoral. As famílias monoparentais crescem 36% em relação à última década.
Quanto à formação escolar, metade da população com mais de 15 anos concluiu o 9.º ano de escolaridade e 15% dos habitantes com mais de 23 anos possui um curso superior (sendo 60% mulheres). Na lista dos mais procurados estão as áreas do comércio e administração, formação de professores, saúde e as ciências sociais. Por outro lado, a taxa de analfabetismo ainda se encontra nos 5,2%, sendo a maioria mulheres e 80% desses habitantes têm mais de 65 anos.
O desemprego também aqui se faz notar, pois dos 52% da população activa, apenas 22% são reformados.
No que diz respeito às habitações regista-se um aumento de 12% de edifícios e 16% nos alojamentos, sendo os maiores aumentos no Algarve e Madeira. Regista-se um aumento das segundas habitações e das casas vazias.
Em relação ao emprego 81,2% dos portugueses trabalham por conta de outrem, sendo que 70% são empregados nos sectores do comércio, alojamento, transportes e comunicações. Na última década a construção civil perdeu 9%, a agricultura e pescas 3% e a industria 18%.
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