Ontem assistimos a mais uma greve, desta vez geral.
Como tem sido habitual, vemos no meio de manifestações pacíficas e de luta pelos direitos laborais, quem se aproveita para incendiar os ânimos e aproveitam as greves para instigar à revolta popular. Uma das imagens (entre muitas) que não posso deixar de referir foi a de um jovem que estava no meio da multidão a atirar pedras à polícia… Poderia também falar dos petardos…
Claro que as más línguas se apressaram a culpar os sindicatos e os grevistas quando na verdade eram pessoas alheias a tudo isto quem estava a provocar tais situações lamentáveis. Distúrbios são distúrbios e greves são greves, apesar de ultimamente meterem tudo no mesmo saco.
Greve que é greve tem sempre a guerra de números. O Governo sempre a puxar para baixo e os sindicatos puxam os números para cima. Até aqui nada de novo. A novidade é que a cada nova greve geral a que assistimos os sindicatos dizem que foi a maior de sempre. De facto, houve serviços que paralisaram (como o metro de Lisboa) mas isso não significa que toda a gente tenha feito greve, simplesmente poderia não haver quem assegurasse os serviços mínimos (como aconteceu em várias escolas).
Não poderia terminar sem referir as declarações de Passos Coelho que enaltecem a coragem dos que não fizeram greve. Só pode estar a gozar! Coragem tiveram os que fizeram greve, que apesar de ganharem pouco, fizeram um esforço financeiro, abdicando de um dia de salário para poderem marcar a sua posição em relação às políticas de empobrecimento desta gente.
Fui solidário com esta greve, à qual me associei enquanto trabalhador (e também como cronista, pois ontem também o blog esteve de greve…).
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