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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Funcionários públicos

Já nos acostumámos a que os funcionários públicos sejam os maus da fita. Eles é que são os responsáveis pela crise, uns preguiçosos, que não fazem nada, etc., etc..

Deixemos-nos de estereótipos e vamos aos factos:

  • ordenados congelados desde 2010 (e ao que parece será até 2014)
  • subsídios de férias e Natal “penhorados” em 2012
  • em 2013 terão um subsídio “caçado” e o outro será diluído pelos 12 meses (duodécimos)
  • corte de 5% no salário (acima de 1.500€), desde 2011
  • a idade da reforma será gradualmente aumentada até aos 65 anos, encontrando-se actualmente nos 63,5 anos
  • os contratos a prazo não estão a ser renovados devido aos (supostos) excessos de pessoal

Mas como estes trabalhadores são uns preguiçosos e os culpados da crise, e como tudo o que referi não é suficientemente penalizador, ainda está a ser ponderado aumento do horário de trabalho.

Afinal quem é que está a pagar a crise?

Hoje veio um idiota dizer que o grande corte da despesa do Estado deveria ser feito nos funcionários porque existem gente a mais no Estado. Até poderia concordar com este energúmeno se ele apresentasse factos. Atirar para o ar é fácil, difícil é demonstrar. Aceito que haja situações de excesso mas existem outras com falta. Cada caso é um caso é preciso muito cuidado com as generalizações e os estereótipos quando se vem mandar “bitaites” sobre estas questões em público…

4 comentários:

  1. Quantas vezes já ouvimos dizer? "Já sou funcionário público há não sei quantos anos e daqui ninguém me tira". No meu caso, eu também trabalho para a função pública já lá vão seis anos com sucessivos contratos. Por causa duns pagam os outros, infelizmente. (Bruno Cerqueira)

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    1. O caso dos professores é um caso à parte. Essa é a classe mais prejudicada porque até efectivarem andam com a casa às costas...

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  2. O meu vencimento esta “congelado” desde 2000. Estes pelo que sei eram aumentados todos os anos acima da inflação para não falar nas progressões na carreira.
    O constitucional disse, mais igualdade entre o público e o privado. Que tal 40 horas de trabalho por semana.

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    1. Caro anónimo: e se essa igualdade começasse pelos cortes? Que lhe parece? O mal deste país é os trabalhadores terem inveja uns dos outros, em vez de lutarem pelos seus direitos!

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