Ouvimos esta palavra diariamente e em todo o lado. Os nossos governantes (sobretudo dois: Passos Coelho e Vítor Gaspar) dizem que é o único caminho para sair da crise. Mas será?
Cortes é palavra de ordem mas que cortes? Cortes onde? Cortes nos ordenados, cortes nas pensões, cortes nas prestações sociais, cortes da educação, cortes na saúde. São as taxas moderadoras que aumentam, são escolas que encerram, são professores desempregados por causa do aumento de alunos por turma (medida meramente economicista e prejudicial à aprendizagem), diminui-se o valor e a duração do subsídio de desemprego, cortam-se escalões de IRS, aumenta-se o IVA, aumenta-se o IMI, aumentam-se as portagens, aumenta-se a luz, etc, etc, etc…
E do lado da despesa que cortes significativos (não prejudiciais para os portugueses) é que temos visto? Exceptuando a extinção dos governos civis não se viu mais nenhuma medida que reduza o chamado aparelho do Estado. O Orçamento da Assembleia da República vai aumentando de ano para ano enquanto que o das autarquias vai sofrendo cortes sucessivos todos os anos. Os gabinetes dos srs Ministros e Secretários de Estado continuam a ter staffs exagerados. A frota automóvel continua a ser demasiado grande. As regalias para os srs deputados mantêm-se. E poderia continuar a enumerar uma série de situações. [como diriam os homens da luta: “e o povo pá?”]
Enquanto que um trabalhador vê o seu salário ser “penhorado” a cada ano, há por ai muito boa gente que continua a viver à grande e bem acima da média.
Costuma-se dizer que à mulher de César não basta ser séria, tem de o parecer, pois se este Governo é sério, não o parece… Quando esta gente estava na oposição e andava em campanha, diziam que o equilíbrio das contas públicas teria de ser feito pelo lado da despesa e não pelo lado da receita mas agora já se esqueceram. As medidas do lado da receita bem as conhecemos mas as da despesa tardam em vir e as poucas que vêm são erradas.
É a política do empobrecimento que se esquece do crescimento económico e que, sendo a economia o motor de qualquer país, não é com a sua destruição que lá vamos. Isto é uma bola de neve em que mais impostos implicam menos receita e menos receita implica mais impostos. Não deixa de ser curioso que com o aumento do IVA as recitas com este imposto tenham baixado. Porque será? Baixem-se os impostos e certamente que se verão mais receitas. Se as famílias não têm dinheiro, não o podem gastar e se não o gastam o Estado não arrecada a sua parte em impostos. Ao contrário do que esta gente pensa: (neste caso) menos significa mais! Depois vêm para a televisão todos admirados sempre que uma empresa se deslocaliza…. Até quando isto vai continuar?
estás a criticar o teu PSD? mas tu não fazes parte da comissão política? ou também já te demitiste como a marta quelhas
ResponderEliminarO que é que uma coisa tem que ver com a outra? Gostava que me explicasse... O facto de pertencer ao que quer que seja não me obriga a dizer amén a tudo. Sou livre de expressar a minha opinião porque não estou dependente de ninguém!
EliminarCaro Gil Carvalheiro,
EliminarConcordo com a sua resposta, porque nem todos os que fazem parte de uma força política, se deixam amordaçar seja por quem for! A liberdade de expressão é pensamento no Portugal de Abril, é inalienável!
Há certos partidos em que as pessoas estão impedidas de ter opinião própria e depois há quem pense que nos outros partidos se aplica o mesmo...
EliminarDéfice chegou perto de 9% e fez soar alertas.
ResponderEliminarÚltimos três meses do ano serão cruciais para equilibrar as contas. Governo recusa antecipar dados da execução de Outubro à oposição.
A meta trimestral do défice até Setembro, acordada com a ‘troika', não foi cumprida, tal como avançou ontem o Diário Económico, o que terá feito soar as campainhas no Governo. Nos ministérios o valor é comentado quase em surdina, mas o Diário Económico sabe que alguns documentos internos apontam para um défice que poderá ter chegado perto dos 9% do PIB.
O falhanço no mês de Setembro torna cada vez mais difícil cumprir a nova meta do défice de 5% do PIB acordada com a ‘troika'. Aliás, e tal como o Diário Económico avançou ontem, o Executivo já assume que o défice vai derrapar para além da nova meta, mesmo depois de contabilizado o encaixe com a ANA e outras medidas temporárias.
Partindo do valor de Setembro, o Governo tem apenas três meses até ao final do ano para equilibrar a execução orçamental. Não até aos 5%, que serão atingidos via medidas temporárias, mas sim até um défice real em torno dos 6%.
O mês de Outubro terá reforçado os sinais negativos da execução orçamental. As receitas fiscais continuam em queda, e uma vez diluído o efeito da retenção do subsídio de férias, a despesa também não estará a correr tão bem como até aqui.
Agradeço o seu contributo
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