O mal logrado acordo ortográfico ao que parece causou mais um desacordo. Desta vez foi o Brasil a dar o dito por não dito e adiou a entrada em vigor desta aberração linguística para 2016. Nós é que fomos os apressados e em 2009 iniciou-se a sua aplicação, sendo que durante o ano passado se verificou um uso mais recorrente (sobretudo com a sua introdução no ensino).
Muitos portugueses decidiram ignorar esta trapalhada e acreditam que isto não vai longe (eu incluído [só escrevi com aquela coisa três vezes porque os senhores meus professores me obrigaram e não souberam respeitar a minha liberdade de escrita. Podia ter feito braço de ferro mas depois eu é que me ferrava na nota…]). Do comum cidadão a figuras ilustres da sociedade, passando por Vasco Graça Moura que proibiu o uso de tal atentado à nossa língua na instituição a que preside – o CCB.
Relembro que já vários juristas informaram que só é obrigatório o uso da nova grafia após homologação de todos os países envolvidos. Acrescento ainda que Angola rejeitou a adopção desta “coisa” por não está enquadrada com o uso da língua naquele país e dificultar a sua leitura.
Para mim um fato é para vestir e um facto é algo que aconteceu. Já para um brasileiro um fato é um acontecimento e um terno é que se veste. Que mal tem isso? Com a dita uniformização qualquer dia andamos de terno e isso será um fato…
Não posso deixar de apelar à subscrição da petição para travar esta confusão que em nada reflecte o uso diário da nossa língua (http://ilcao.cedilha.net/docs/ilcassinaturaindividual.pdf).
Foi visto um cagado, vestido de fato na praia!
ResponderEliminarAbaixo o novo AO!