Faz hoje 32 anos que morreu o então Primeiro-Ministro, Francisco Sá Carneiro. Após todos estes anos, com várias investigações e comissões de inquérito parlamentar, continua sem se saber se foi acidente ou atentado, havendo defensores de ambas as teses e conclusões divergentes.
Foi ele o pai da social-democracia portuguesa, líder do então PPD (Partido Popular Democrático). Mas o que é afinal a social-democracia?
Por tradição os partidos social-democratas surgem de uma ideologia de esquerda que surgiu no final do século XX como uma evolução do marxismo para o socialismo, tendo por base o socialismo. As suas bandeiras são a defensa de um sistema capitalista igualitário e a luta de classes. No entanto, esta “filosofia” tem mudado ao longo das décadas e foi-se afastando cada vez mais das ideias marxistas e aproximaram-se do reformismo como forma de atingir o socialismo. Acabou por romper com o socialismo com a ideia de criar um Estado democrático onde o capitalismo e o socialismo teriam de conviver, uma ideologia mais moderada. Neste modelo o Estado teria de garantir uma reforma do capitalismo, por forma a diminuir as desigualdades sociais e proporcionar o Estado social [de que hoje tanto se fala] aos cidadãos.
Para uns a social-democracia é a forma ideal da democracia representativa que tem como objectivo solucionar os problemas de uma sociedade liberal, construindo um Estado defensor da liberdade e da justiça social, garantindo oportunidades iguais a todos, sobretudo aos mais desfavorecidos.
Perante toda esta prosa pergunto eu: onde está a social-democracia?
Quantas voltas não terá dado Sá Carneiro no túmulo com aquilo que o seu partido tem feito nos últimos tempos…
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