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domingo, 9 de dezembro de 2012

Mas afinal somos iguais aos gregos ou não?

Os portugueses ainda não conseguiram perceber, porque não lhes foi devidamente explicado, porque razão não vai o Governo português exigir igualdade de tratamento.

Durão Barroso diz que Portugal o pode fazer, usufruindo de igualdade de tratamento, mas que isso seria prejudicial na confiança dos investidores. Pergunto eu: mas é mais importante acenar aos investidores ou garantir que o país não caia (ainda mais) na miséria? Se existe a possibilidade de pagar menos juros e de estender o prazo, isso não deve ser uma possibilidade mas sim uma certeza! Há que aliviar o povo de tanta austeridade! Porque aqueles dizem que o povo aguenta são os que ainda não sentiram os seus efeitos no bolso. É necessário mudar a política da austeridade pela austeridade. Um alivio na carga fiscal potenciará alguma retoma na economia e isso sim, é o importante! Conseguir parar o aumento do desemprego é o caminho! Se isso implica que Portugal volte aos mercados mais tarde que o previsto (final de 2013) então que assim seja porque será por uma boa causa.

O Presidente da Comissão Europeia também deve ser dos que pensa que o povo ainda aguenta mais. É o que dá estar muitos anos fora, perde-se a noção da realidade. Sabe lá ele o que se passa por cá… Sabe lá ele a miséria em que algumas famílias caíram…

Este ajustamento não é uma questão de cumprimento ou incumprimento, é sim uma questão de reajuste à realidade económico-social do país! Se as pessoas nem têm dinheiro para comer como podem pagar mais austeridade? Como podem aguentar mais cortes e reduções? O país tem-se portado bem com os seus credores e provou que não é igual à Grécia mas não será certamente por este episódio que tudo vai cair por terra.

Cavaco Silva defende que é necessário aliviar os portugueses e que se a Europa abriu a porta, não a devemos fechar, aproveitando assim, esta possibilidade de ter condições mais favoráveis ao país.

Paulo Portas está em sintomia com o Presidente da República e também defende a aplicação das mesmas condições a Portugal.

O Primeiro Ministro ainda não se decidiu pois já disse que sim, já disse que não [e acabei por me perder entre sims e nãos]. Acabou por dizer que as contrapartidas não são boas e que é mais complicado do que parece. Acabámos por ficar sem saber nada. Não adiantou mais do que dizendo que Portugal não é igual à Grécia e que por isso não se podia aplicar a mesma receita. O que se deduz daqui que o Passos Coelho não vai contrariar os amigos da UE, já que o Ministro das Finanças alemão foi quem fez questão de dizer que estes países não são iguais e que como tal não deveriam usufruir das mesmas condições.

Quanto ao Ministro das Finanças parece estar em sintonia com o Primeiro Ministro e também não defende esta alteração alegando que isso seria desfavorável para a credibilidade do país junto dos credores e da opinião pública internacional. Acrescenta ainda que isso só nos aproximaria aos gregos em termos de imagem e que há que manter as diferenças que realmente existem.

Estamos bem entregues, sem dúvida. Os nossos governantes olham primeiro para o exterior e só depois é que pensam nos seus cidadãos.

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