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quinta-feira, 21 de março de 2013

És funcionário público? Despede-te porque isto é uma oportunidade!

O Sr. Primeiro Ministro disse que as rescisões devem ser encaradas como uma oportunidade e não como uma ameaça. Oportunidade de quê? De encher os bolsos com a indeminização por despedimento? É com esse dinheiro que as pessoas se vão governar sendo que não têm direito a subsídio de desemprego? [Para os que falam mal dos funcionários públicos à boca cheia que fiquem conscientes que estes tão maus trabalhadores e que nada fazem, sendo os maiores preguiçosos do país nem sequer têm direito a desemprego! Depois disto ainda continuam a achar que é só regalias no Estado?]

Ainda teve a coragem de dizer que isto não é um despedimento. Pergunto eu: se o número de pessoas que se sujeitarem a isto for praticamente nulo que fará o Governo? Fica impávido e sereno? Ou será que só nessa altura é que começa os despedimentos?

Um facto curioso no meio disto tudo é que só estão em causa os assistentes operacionais e os assistentes técnicos. Então e os técnicos superiores? Esses não há em excesso? É só o trabalhadorzito médio é que está a mais? Sinceramente Sr. Primeiro Ministro! Tenha vergonha!

A medida é mais uma de poupança e apenas disso se trata. O Estado despede os seus funcionários para depois pagar a empresas de outsourcing para lhe prestar o serviço. Sim! Não tenhamos ilusões porque não há gente a mais como nos querem fazer crer. O que está aqui em causa é a obediência cega à troika e apenas isso. Admito que nalguns serviços possa haver excedentes mas de um modo geral não há funcionários a mais na administração pública! Se assim fosse não veríamos diariamente no Diário da República concursos de admissão para os mais variados organismos do Estado (nomeadamente Juntas de Freguesia). O que existe sim é uma má racionalização de meios. O que é necessário é um levantamento sério e aprofundado do número de funcionários por organismo e as necessidades reais do mesmo. Isto, meus amigos, porque se chegará à conclusão que num lado há a mais mas em muitos outros há falta. É preciso seriedade neste processo e fazer a tão famosa mobilidade como deve ser!

2 comentários:

  1. Mesmo péssima racionalização de meios,Gil e para além disso os tecnicos superiores ainda devem ser poucos, precisamos de mais, para mais termos de suportar com os nossos fracos recursos.

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    1. É como digo, estão mal distribuídos... Veja-se o caso das Câmaras e mais não digo.

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