“Annuntio vobis gaudium magnum. Habemus Papam: eminentissimum ac reverendissimum Dominum, Dominum Georgius Marius, Sanctæ Romanæ Ecclesiæ cardinalem Bergoglio, qui sibi nomen imposuit Franciscum.” (Anuncio-vos uma grande alegria. Temos um Papa: o eminentíssimo e reverendíssimo Senhor, Dom Jorge Mário, cardeal da Santa Romana Igreja Bergoglio, que se impôs o nome de Francisco)
Foi com esta fórmula tradicional que o cardeal Jean-Louis Pierre Tauran anunciou ao mundo o nome do escolhido, após o fumo branco.
Foi uma eleição rápida. Ao segundo dia, após 5 votações, os cardeais conseguiram alcançar a maioria de 2/3 que designaria o novo sucessor de Pedro [curiosamente (ou não) num dia 13].
Para surpresa de muitos foi eleito um cardeal argentino. [Convém alertar os mais distraídos que Bergoglio não é um apelido argentino mas sim italiano! Sim, italiano. Os pais são italianos. Coincidência? Naaaaaaaaaaaah!]
Esta eleição vem cheia de novidades. Não é apenas a origem do eleito mas a sua “escola”, pois o recém eleito chefe da Igreja católica é um jesuíta, sendo o primeiro a obter tamanha honra. É também o primeiro a adoptar o nome Francisco (que se deve a S. Francisco de Assis). O nome que um Papa escolhe revela a forma como pretende conduzir o seu pontificado.
Os jesuítas nunca tiveram poder no Vaticano, dizem hoje algumas vozes, e isto será um sinal de mudança de rumo. Nada mais disparatado! O Superior Geral da Companhia de Jesus (chefe máximo dos jesuítas), conhecido também como o Papa Negro, é a pessoa que mais poder tem logo a seguir [ou talvez antes] ao próprio Papa [ficção ou realidade? Eis a questão]. Ao longo da História o Vaticano foi controlado pela maçonaria ou pela opus dei, agora é a vez dos jesuítas…
As primeiras impressões de Francisco são de um homem simpático e aparentemente humilde. Veremos o que vai sair daqui… O mundo continua a não esquecer João Paulo II, o Papa humano.
Finalizo com uma curiosidade. Francisco é apenas Francisco e não Francisco I porque, de acordo com os especialistas, o primeiro nunca é primeiro, uma vez que não se sabe se existirá mais algum. Só os próximos é que serão “numerados”. A excepção foi feita com João Paulo I que no momento de escolha, foi repreendido por alguns cardeais mas afirmou que decidia ser primeiro porque depois dele se seguiria o segundo como de facto veio a acontecer [premonição?].
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