Não consigo perceber como é que havia gente há espera de fumo branco logo na primeira votação. Seria demasiado estranho, não? Ainda não houve tempo suficiente para comprar votos e para que os cardeais tentassem perceber quem serve melhor os seus interesses. Não sejamos ingénuos, toda a gente sabe o que aconteceu no passado, veja-se a História! Porque é que agora havia de ser diferente? Estes são mais “puros” que os outros, não? [lol]
Têm havido muitas apostas sobre os preferiti [digo preferiti porque papabile são todos, os 115 cardeais eleitores!] e algumas ridículas. Não me parece, sinceramente, que a Igreja esteja preparada para ter um papa africano ou sul-americano. Dada a actual conjuntura um papa norte-americano também é pouco provável. Tudo leva a crer que a hegemonia europeia vai sair novamente vencedora. Aliás, é deste continente que são originários mais de metade dos cardeais eleitores (60).
Muitos dizem que Itália já não tem um papa há demasiado tempo. Tendo em conta que esse país viu eleitos 180 papas (num total de 263), é compreensível… Mas já se devem ter esquecido que o antepenúltimo era italiano. Embora só tenha governado os destinos da cúria durante 33 dias, Albino Luciani, Papa Ioannes Paulus Primus era italiano, bem como os seus dois antecessores [pelo menos!] Pois se recuarmos mais veremos que o que não faltam são papas italianos uns atrás dos outros. Entre 1523 (Clemente VII) e 1978 (João Paulo I) foi sempre eleito um cardeal italiano para a cadeira de Pedro.
Tendo em conta que é o Espírito Santo que ilumina aquelas alminhas que escolhem o seu “chefe”, arriscaria a dizer que naquele tempo o Espírito Santo só falava italiano.
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