Sejam bem vindos a este espaço que se pretende que seja de debate e troca de ideias
(o autor do blog não segue o acordo ortográfico)

Deixe o seu contributo e ajude a melhorar este espaço. A sua opinião é importante! Comente e permita que se debatam os temas abordados, pois esse é o objectivo deste blog. (peço às pessoas que se identifiquem)

sábado, 1 de junho de 2013

O PSD e os dissidentes: Sintra vs Covilhã

Perguntaram-me há dias como podia eu apoiar a atitude de António Capucho ao integrar uma candidatura independente, desrespeitando a decisão do partido, e simultaneamente criticar o caso da Covilhã.

Pois bem. Há dissidentes e dissidentes. António Capucho não é de todo um dissidente. E ao contrário do que possa parecer o caso de Sintra é o inverso ao da Covilhã.

Teremos que recuar para perceber as coisas. A candidatura por ele apoiada em Sintra (e onde será cabeça de lista à Assembleia Municipal) foi a que as bases apresentaram, a de Marco Almeida, de acordo com os estatutos do partido. Esta decisão não foi respeitada e foi imposto um candidato de fora, Pedro Pinto. Ou seja, o candidato oficial não foi o escolhido mas sim um paraquedista colocado “à força” e à revelia. Na Covilhã houve quem tentasse fazer o mesmo mas foi respeitada a escolha da concelhia e os “revoltosos” criaram uma candidatura pseudo independente. A única semelhança entre estes dois casos é que os protagonistas independentes correm o risco da expulsão nos termos estatutários.

Na verdade, o que está em causa é a legitimidade das decisões. Em Sintra não se respeitaram os militantes e na Covilhã não se asseguraram os interesses de alguns…

Capucho trata-se de um histórico e faz falta ao partido. É um grande crítico da actual direcção nacional, do Governo e do rumo das políticas que este teima em implementar. No entanto, compreendo as razões da sua “separação” e são legítimas.

4 comentários:

  1. É tudo igual, que diferença existe?
    A Racionalidade, mantém-se irracional em ambos os casos e despropositada.
    ««Eu digo muitas vezes que o instinto serve melhor os animais do que a razão a nossa espécie. E o instinto serve melhor os animais porque é conservador, defende a vida. Se um animal come outro, come-o porque tem de comer, porque tem de viver; mas quando assistimos a cenas de lutas terríveis entre animais, o leão que persegue a gazela e que a morde e que a mata e que a devora, parece que o nosso coração sensível dirá «que coisa tão cruel». Não: quem se comporta com crueldade é o homem, não é o animal, aquilo não é crueldade; o animal não tortura, é o homem que tortura. Então o que eu critico é o comportamento do ser humano, um ser dotado de razão, razão disciplinadora, organizadora, mantenedora da vida, que deveria sê-lo e que não o é; o que eu critico é a facilidade com que o ser humano se corrompe, com que se torna maligno.»», José Saramago
    Para além disso em ambos os casos os intervenientes sentiram-se livres de escolher. Lá porque Capucho é histórico, outros que vierem também farão história. Capucho pode ser integro (supostamente), mas também não se pode esquecer que está a fazer o que não deve.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A diferença, Marta, está na legitimidade. Em Sintra foram ignoradas as decisões das bases (tal como na Mêda e em outros concelhos), foi imposta uma escolha da distrital e/ou nacional que não se deve imiscuir nestas questões. Trata-se de uma tremenda falta de respeito institucional! Já no caso da Covilhã, essa decisão foi respeitada, o que gerou amuos... E tu sabes bem como se processaram as coisas...

      Eliminar
  2. Independentemente de ser decisão da nacional ou das concelhias, neste momento o partido e muitos dos seus militantes têm ignorado completamente a questão - institucional. E falo dos mais antigos, que deveriam dar o exemplo e ser mais cautelosos e estão a fazer precisamente o contrário.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Cada caso é um caso... Não vamos obrigar ninguém a dar exemplos só por dar, as coisas têm um começo. No caso do Capucho já vem de trás

      Eliminar