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domingo, 9 de junho de 2013

O injustiçado arrependido e o (re)candidato

Dois anos depois deste Governo ter iniciado funções, Vítor Gaspar diz-se arrependido por não ter começado a estabilização orçamental pela reforma da administração pública, em vez de ter iniciado esse processo via aumento de impostos. Esta mente brilhante só  percebeu a meio do mandato que primeiro corta-se na despesa e depois é que se recorre ao aumento da receita, caso seja necessário. Mas claro, é mais fácil atacar o elo mais fraco do que fazer cortes nas tão famosas gorduras do Estado [olhando para o que foi cortado, tudo leva a crer que este Estado é magrinho, porque as gorduras retiradas foram poucas ou nenhumas…].

Mas esta sumidade não se fica por aqui e faz um papel novo na sua personagem: o papel do ser humano que erra e faz o mea culpa [que agora está muito na moda]: “Tenho maior gosto em discutir erros, mas apresentar uma lista de erros seria demasiado demorado. Deixe-me apontar-lhe apenas um que parece importante”.

Escusado será dizer que os críticos de Gaspar dizem que ele não se devia ter engano e há quem chegue a dizer [Marcelo Rebelo de Sousa] que ele se tornou numa minus valia para o Governo . O Secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, apressa-se a “vir a terreiro” defender o chefe e diz que este tem sido muito injustiçado porque tem feito (passo a citar) “um "trabalho patriótico”.

Completamos este tríduo com um Primeiro Ministro que se assume disponível para uma recandidatura. Este fait divers dispensa comentários. Acho que Passos Coelho anda a dormir. Uma recandidatura seria o maior chimbalau  que o PSD alguma viu numas legislativas. Já que é teimoso e tenciona fazer o mandato até ao fim, que não pretenda prolongar o sofrimento do PSD nem a vergonha do partido. Quando é que correm com ele (do partido)? Estão à espera que perca a recandidatura? Ou será depois das autárquicas?

sexta-feira, 7 de junho de 2013

“Mea culpa” ou tua culpa?

Que a receita da austeridade em cima de austeridade não funciona já todos percebemos [excepto quem não quer perceber]. Agora vem o FMI reconhecer que a receita é errada e chega a fazer o mea culpa no caso da grego. Mas o FMI não vem como pecador arrependido, vem antes como criminoso culpar o ajudante do delito e atirar-lhe parte da culpa, refiro-me, claro está, à Comissão Europeia (CE).

Andam num jogo do empurra e em críticas constantes. Parece que o FMI e a CE entraram em crise política. “Zangam-se as comadres, sabem-se as verdades”. Afinal as receitas infalíveis de tão notáveis técnicos não servem aos países intervencionados. Se as coisas se mantêm, ainda se desfaz a troika.

Por cá vão crescendo as vozes contra a austeridade. Este (falso) mea culpa veio dar força aos que defendem o fim da austeridade. Enquanto tivermos este Ministro das Finanças o rumo jamais será alterado. Somos governados pelo fanático da austeridade. Como disse Marcelo Rebelo de Sousa, este Ministro atrapalha mais do que ajuda e já está a mais. Quando Passos Coelho perceberá isso, é uma incógnita… Possivelmente será arrastado até às últimas consequências, como aconteceu com Relvas.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Quem dá mais?

Seguro anda a fazer uma ronda pelos partidos à procura de aliados.

Será que ele meteu na cabeça que o seu sonho se tornou realidade? Acho que o homem entrou no seu mundo onírico e se convenceu que vão haver eleições em breve. Eleições existirão certamente, por isso é que vivemos numa democracia, quando é coisa que não se sabe. Por via das dúvidas e para estar tudo pronto a tempo, Seguro vai recrutando topas para a sua causa.

Finalmente percebeu que a esquerda não lhe serve, continua a namorar o CDS e à espera que o PSD atire Passos Coelho borda fora e lhe estenda a mão.

O PS quer renegociar a dívida, quer alterar prazos, juros, condições, etc. mas a esquerda pretende rasgar o acordo e tornar o país num caloteiro! Apesar dos inúmeros defeitos do líder socialista, tem consciência de que isso é ridículo e irresponsável. No meio de tanta loucura, pelo menos percebeu que aquela gente não tem responsabilidade e não serve os interesses do país. Inviabiliza, assim, o Governo patriótico de esquerda de que o camarada tanto fala. Resta-lhe então virar-se para a direita. Portas, está aberto a isso [aliás, este está sempre à espera de boleia…] mas o PSD de Passos não [o que quer que isso seja…] não. Das duas uma: ou conta com o CDS ou o PSD livra-se de Passos Coelho e talvez alinhe numa aliança de bloco central.

Seguro parece um pedinte a pedir esmola para o poder.

sábado, 1 de junho de 2013

O PSD e os dissidentes: Sintra vs Covilhã

Perguntaram-me há dias como podia eu apoiar a atitude de António Capucho ao integrar uma candidatura independente, desrespeitando a decisão do partido, e simultaneamente criticar o caso da Covilhã.

Pois bem. Há dissidentes e dissidentes. António Capucho não é de todo um dissidente. E ao contrário do que possa parecer o caso de Sintra é o inverso ao da Covilhã.

Teremos que recuar para perceber as coisas. A candidatura por ele apoiada em Sintra (e onde será cabeça de lista à Assembleia Municipal) foi a que as bases apresentaram, a de Marco Almeida, de acordo com os estatutos do partido. Esta decisão não foi respeitada e foi imposto um candidato de fora, Pedro Pinto. Ou seja, o candidato oficial não foi o escolhido mas sim um paraquedista colocado “à força” e à revelia. Na Covilhã houve quem tentasse fazer o mesmo mas foi respeitada a escolha da concelhia e os “revoltosos” criaram uma candidatura pseudo independente. A única semelhança entre estes dois casos é que os protagonistas independentes correm o risco da expulsão nos termos estatutários.

Na verdade, o que está em causa é a legitimidade das decisões. Em Sintra não se respeitaram os militantes e na Covilhã não se asseguraram os interesses de alguns…

Capucho trata-se de um histórico e faz falta ao partido. É um grande crítico da actual direcção nacional, do Governo e do rumo das políticas que este teima em implementar. No entanto, compreendo as razões da sua “separação” e são legítimas.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

“Libertar Portugal da austeridade”

Foi uma iniciativa no mínimo curiosa. Porquê? Bem, começando pela organização: Mário Soares, Arménio Carlos, Manuel Alegre, Boaventura Sousa Santos e Pacheco Pereira.

Pacheco Pereira é uma pessoa muito indignada, que critica o Governo e as suas políticas. O Governo do seu [e meu] partido mas do qual ele se tem vindo a distanciar.  Este encontro que se dizia ser de unidade de esquerda contou com a ajuda de tão ilustre pseudo-comentador [não sei onde está a esquerda dele]. Pessoa que não apareceu por lá [vá-se lá saber porquê…]. É ainda de notar as ausências de responsáveis partidários.

Foi mais uma forma de propaganda esquerdista dos que se dizem alternativa e que querem eleições à força e a todo o custo. Aqueles que falam em unidade mas que jamais seriam capazes de se relacionar entre si. Note-se que Soares continua a piscar o olho a Portas. Porquê? Porque apesar da sua demência ainda revela, por vezes, sinais de lucidez e sabe que no fundo a “sua” esquerda não se entende e não é com esses que pode contar. Se deseja tanto o regresso dos socialistas ao poder, ele tem consciência que só pela mão do CDS o conseguirá.