Que a receita da austeridade em cima de austeridade não funciona já todos percebemos [excepto quem não quer perceber]. Agora vem o FMI reconhecer que a receita é errada e chega a fazer o mea culpa no caso da grego. Mas o FMI não vem como pecador arrependido, vem antes como criminoso culpar o ajudante do delito e atirar-lhe parte da culpa, refiro-me, claro está, à Comissão Europeia (CE).
Andam num jogo do empurra e em críticas constantes. Parece que o FMI e a CE entraram em crise política. “Zangam-se as comadres, sabem-se as verdades”. Afinal as receitas infalíveis de tão notáveis técnicos não servem aos países intervencionados. Se as coisas se mantêm, ainda se desfaz a troika.
Por cá vão crescendo as vozes contra a austeridade. Este (falso) mea culpa veio dar força aos que defendem o fim da austeridade. Enquanto tivermos este Ministro das Finanças o rumo jamais será alterado. Somos governados pelo fanático da austeridade. Como disse Marcelo Rebelo de Sousa, este Ministro atrapalha mais do que ajuda e já está a mais. Quando Passos Coelho perceberá isso, é uma incógnita… Possivelmente será arrastado até às últimas consequências, como aconteceu com Relvas.