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quarta-feira, 27 de março de 2013

De Paris para a RTP

Como seria de esperar Sócrates vitimiza-se dizendo que regressa para esclarecer as mentiras que dizem sobre ele e sobre a sua governação. O bem intencionado vem dizer que os políticos e os jornalistas o estão a diabolizar e a criticar manipulando as suas intenções em relação ao seu regresso. Sócrates regressa porque chegou o tempo de falar e pretender contribuir com a sua opinião. “O meu único desejo é tomar a palavra (...) e apresentar a minha versão dos factos”. Durante a entrevista aquilo que manifestou foi os seus verdadeiros interesses: ter um espaço para se defender, para atacar o Governo, para branquear a verdade. É lamentável que a RTP embarque nisto e seja a arma da vingança de Sócrates. E ele estava tão mortinho por ter palco que até ofereceu os seus serviços! Vejam bem que ele é tão bonzinho que vai ladrar de borla!

Em dois anos nada mudou. Continua arrogante, continua a fugir às questões e a querer manipular as entrevistas. Nota-se que continua um ressabiado a quem ninguém pode apontar o dedo sob a pena de lançar as garras de fora. Tem a lata de dizer que não assume a responsabilidade de ter entregue o país à troika. Sacode a água do capote, alegando que a culpa é da crise internacional. Aliás, ele mostra-se como não sendo o culpado de nada!

Sócrates não veio para ter um espaço de comentário político, veio sim para nos contar histórias da carochinha. Para contar uma novela que contraria a narrativa da direita…

Palavras chave: narrativa da direita, histórias mal contadas, embuste

terça-feira, 26 de março de 2013

Vou ali e já (não) volto

Quando um Ministro ou um Secretário de Estado é empossado assume um compromisso e pressupõe-se que cumprirá a sua missão até ao fim ou pelos menos até que lhe seja possível. Pelos vistos nem todos têm este entendimento. O espírito de serviço e de missão não é partilhado por todos. Temos exemplos dos que abandonam o barco ou porque pressentem um naufrágio ou porque encontraram um porto mais favorável do que aquele para o qual navegavam. Falo do Secretário de Estado adjunto da Economia que, diz ele, sai do Governo para responder a “um apelo amplo” no sentido de se candidatar à Câmara Municipal de Viseu. Mas se este sai para ir ver de vida para outro lado, há quem se mantenha, cumprindo o seu dever. Neste caso refiro-me a Marco António Costa que, apesar de ser o “sucessor” natural de Menezes em Gaia, não arreda pé da sua Secretaria de Estado (da Solidariedade e Segurança Social). Tem feito um bom trabalho e já deixou claro que o Governo e os portugueses continuaram a contar com ele. Palavras para quê? Pessoas diferente que encaram a política e a vida pública de forma diferente…

segunda-feira, 25 de março de 2013

Outra vez o Chipre

Numa crónica anterior (ver aqui) tinha elogiado a coragem dos políticos cipriotas por terem contrariado os mandantes da Europa. Pelos vistos foi tudo em vão porque acabaram por ceder e o resultado final foi pior que a proposta inicial. Em vez dos 10% que tinham sido avançados, os depósitos acima dos 100.000€ terão agora de levar uma “ripada” de 30% [andaram alguns desgraçados a poupar uma vida inteira para agora vir o Estado comer praticamente um terço das poupanças!]

Mais uma vez fica provado que a União Europeia não é uma “federação” de solidariedade como muitos apregoam mas sim uma ditadura dos grandes sobre os pequenos que ou se submetem, ou são ameaçados com a saída de emergência.

O presidente do Eurogrupo acabou por deixar escapar a verdade dos factos, que depois se apressou a desmentir: a receita poderá ser aplicada noutros países. Aguardemos então que mais uma pérola da austeridade se estenda aos outros países, como o nosso. Mais uma medida contraproducente que destruirá irremediavelmente os sistemas bancários…

domingo, 24 de março de 2013

Moção de censura

Como o Parlamento não tem mais nada que fazer, vai perder tempo com a apresentação de uma moção de censura sem qualquer consequência já que se sabe que não será aprovada. PS quer ser Governo não para mudar as coisas por cá mas apenas porque quer poder. Prova disso é a carta enviada à troika onde diz que vai prosseguir com o memorando e que vai honrar os compromissos assumidos.

Fica assim demonstrado que as políticas que tanto critica seriam/serão as mesmas que eles implementavam. Mas afinal que pretende o PS? Mudar o país? Ou mudar a cor do país de laranja para rosa? Com o recadinho para o exterior o PS acabou por mostrar as suas verdadeiras intensões. Cá dentro diz que faria tudo diferente mas lá para fora vai dizer que é tudo para manter. Pelos vistos correu mal esta tentativa de enganar o povinho… Seguro não tem alternativas para o país, não tem líticas diferentes para implementar. Seguro quer ser Primeiro Ministro e ponto. Isso a todo o custo. E Sócrates [e a RTP] poderá dar uma ajudinha, não por morrer de amores por ele mas por vingança.

A esquerda vai votar favoravelmente mas no fundo não concorda com o seu princípio, uma vez que estes partidos não querem cá a troika. Pergunto eu: se por “milagre” a moção fosse aprovada que seria do país? O PS convencia o PCP e o BE a irem para o Governo mesmo com a troika ou seriam eles a exigir ao PS para correr com a troika? Nem uma coisa nem outra! Então como é que o PS formaria Governo? Pergunta complicada. Seria um Governo minoritário, possivelmente o menos votado na história da democracia. A não ser que eles andem mesmo a sonhar com uma maioria… Caiu a máscara a Seguro ou será que anda a fazer bluff?

sexta-feira, 22 de março de 2013

Ordenado mais que mínimo

Assistimos presentemente a um momento inédito (ou quase inédito) em termos de concertação social. Os sindicatos e os patrões ambos desejam o aumento do ordenado mínimo para assim potenciar o desenvolvimento da economia, dando dinheiro às pessoas, mas o Governo recusa actualizar o valor.

Segundo o iluminado que governa o nosso país,  o aumento do salário mínimo seria um presente envenenado. Por muitas voltas que dê à cabeça não entendo o porquê de tal afirmação...

Passos Coelho acha que 431,65€ (líquidos) é suficiente para uma pessoa sobreviver mas o CDS já fez saber que vê com bons olhos uma eventual subida. Será que este tema levará a um novo confronto entre os partidos do Governo?