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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Com Seara ou se(m)ara?

Seara voltou a levar uma nega na sua tentativa de alterar as regras do jogo. A teimosia deste senhor e dos dois partidos que sustentam a sua candidatura não se fica por aqui, pois já anunciaram novo recurso. De recurso em recurso rumo às autárquicas…

Quem são os culpados? São todos aqueles que se recusaram a clarificar a lei quando esta começou a suscitar dúvidas. Nessa altura o mais sensato teria sido “emendar” a lei. Mas faltou a coragem. Muita gente diz que a lei é bem clara. De facto, ela é clara mas não da forma como este (e outros) candidatos (repetentes) a querem interpretar. A lei foi criada para que os políticos deixassem de ser perpetuar no poder, logo ela é aplicada ao cargo`, não ao local onde se exerce o cargo.

Todos conhecem a minha posição face a este abuso, esta tentativa de contornar a lei e usá-la ao contrário. Quem me conhece sabe que sou frontalmente contra esta roda de cadeiras que em nada dignifica a democracia e continua a permitir a perpetuação no poder. É bem claro que o legislador pretendia acabar com os “agarrados ao poder” e não permitir que eles mudassem de poiso.

Quando é que Seara desiste? Quando é que todos os que estão nas mesmas condições ganham vergonha na cara e se retiram da cena política? Não chega já? Acaso não está na altura de dar o lugar a outros? É nas ditaduras que as pessoas se perpetuam no poder, não em democracia.

 

(NOTA: nada tenho contra Seara, ele serve apenas de exemplo. A minha posição é exactamente a mesma para todos os autarcas que se candidatam em outras autarquias, independentemente das suas capacidades e competência)

A tradição já não é o que era…

Cavaco dizia há alguns dias que, em Portugal, a tradição sempre foi pagar os subsídios em Julho e Novembro. Isto foi dito antes de ter em mãos o diploma que hoje foi promulgado.

Para quem defendia o “estado normal das coisas”, fica muito mal na fotografia por dar luz verde a esta lei que não é mais do que (mais) uma teimosia do Governo. O TC mandou pagar os subsídios e o Governo resolve contornar a lei com outra lei. Assim, os funcionários públicos e os pensionistas vão receber o subsídio de férias por altura do Natal, mantendo os famosos duodécimos como subsídio de Natal.

Onde é que já se viu pagar o subsídio de férias no Natal? A tradição já não é o que era…

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Autárquicas 2013

Finalmente soube-se a data das eleições.

Falava-se por aí, com convicção, que seriam no dia 22 de Setembro (como desejava a direita), mas a escolha acabou por recair sobre o domingo seguinte (dia 29).

A justificação para esta selecção tem uma certa lógica: a maioria das pessoas já não estão de férias [como se o povo fosse de férias com a miséria que por aí anda].

Dia 22 de Setembro era demasiado cedo. A campanha seria feita ainda em tempo de férias.

O 29 não é o ideal. O povo está acostumado a ter autárquicas em Outubro mas as duas datas não são nada boas.

O dia 6 de Outubro, ao contrário do que diz Seguro, era perigoso tendo em conta as comemorações do 5 de Outubro, Porquê? Porque no suposto dia de reflexão teríamos os partidos políticos a discursar… Seria uma campanha encapotada, o que vai contra a lei!

O dia 13 é de facto, goste-se/concorde-se ou não, um dia de peregrinação em que muita gente acorre a Fátima e obviamente não vai votar.

Tendo em conta o crescente número de abstenções, é mesmo bom que se escolha a data mais favorável aos eleitores…

domingo, 9 de junho de 2013

O injustiçado arrependido e o (re)candidato

Dois anos depois deste Governo ter iniciado funções, Vítor Gaspar diz-se arrependido por não ter começado a estabilização orçamental pela reforma da administração pública, em vez de ter iniciado esse processo via aumento de impostos. Esta mente brilhante só  percebeu a meio do mandato que primeiro corta-se na despesa e depois é que se recorre ao aumento da receita, caso seja necessário. Mas claro, é mais fácil atacar o elo mais fraco do que fazer cortes nas tão famosas gorduras do Estado [olhando para o que foi cortado, tudo leva a crer que este Estado é magrinho, porque as gorduras retiradas foram poucas ou nenhumas…].

Mas esta sumidade não se fica por aqui e faz um papel novo na sua personagem: o papel do ser humano que erra e faz o mea culpa [que agora está muito na moda]: “Tenho maior gosto em discutir erros, mas apresentar uma lista de erros seria demasiado demorado. Deixe-me apontar-lhe apenas um que parece importante”.

Escusado será dizer que os críticos de Gaspar dizem que ele não se devia ter engano e há quem chegue a dizer [Marcelo Rebelo de Sousa] que ele se tornou numa minus valia para o Governo . O Secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, apressa-se a “vir a terreiro” defender o chefe e diz que este tem sido muito injustiçado porque tem feito (passo a citar) “um "trabalho patriótico”.

Completamos este tríduo com um Primeiro Ministro que se assume disponível para uma recandidatura. Este fait divers dispensa comentários. Acho que Passos Coelho anda a dormir. Uma recandidatura seria o maior chimbalau  que o PSD alguma viu numas legislativas. Já que é teimoso e tenciona fazer o mandato até ao fim, que não pretenda prolongar o sofrimento do PSD nem a vergonha do partido. Quando é que correm com ele (do partido)? Estão à espera que perca a recandidatura? Ou será depois das autárquicas?

sexta-feira, 7 de junho de 2013

“Mea culpa” ou tua culpa?

Que a receita da austeridade em cima de austeridade não funciona já todos percebemos [excepto quem não quer perceber]. Agora vem o FMI reconhecer que a receita é errada e chega a fazer o mea culpa no caso da grego. Mas o FMI não vem como pecador arrependido, vem antes como criminoso culpar o ajudante do delito e atirar-lhe parte da culpa, refiro-me, claro está, à Comissão Europeia (CE).

Andam num jogo do empurra e em críticas constantes. Parece que o FMI e a CE entraram em crise política. “Zangam-se as comadres, sabem-se as verdades”. Afinal as receitas infalíveis de tão notáveis técnicos não servem aos países intervencionados. Se as coisas se mantêm, ainda se desfaz a troika.

Por cá vão crescendo as vozes contra a austeridade. Este (falso) mea culpa veio dar força aos que defendem o fim da austeridade. Enquanto tivermos este Ministro das Finanças o rumo jamais será alterado. Somos governados pelo fanático da austeridade. Como disse Marcelo Rebelo de Sousa, este Ministro atrapalha mais do que ajuda e já está a mais. Quando Passos Coelho perceberá isso, é uma incógnita… Possivelmente será arrastado até às últimas consequências, como aconteceu com Relvas.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Quem dá mais?

Seguro anda a fazer uma ronda pelos partidos à procura de aliados.

Será que ele meteu na cabeça que o seu sonho se tornou realidade? Acho que o homem entrou no seu mundo onírico e se convenceu que vão haver eleições em breve. Eleições existirão certamente, por isso é que vivemos numa democracia, quando é coisa que não se sabe. Por via das dúvidas e para estar tudo pronto a tempo, Seguro vai recrutando topas para a sua causa.

Finalmente percebeu que a esquerda não lhe serve, continua a namorar o CDS e à espera que o PSD atire Passos Coelho borda fora e lhe estenda a mão.

O PS quer renegociar a dívida, quer alterar prazos, juros, condições, etc. mas a esquerda pretende rasgar o acordo e tornar o país num caloteiro! Apesar dos inúmeros defeitos do líder socialista, tem consciência de que isso é ridículo e irresponsável. No meio de tanta loucura, pelo menos percebeu que aquela gente não tem responsabilidade e não serve os interesses do país. Inviabiliza, assim, o Governo patriótico de esquerda de que o camarada tanto fala. Resta-lhe então virar-se para a direita. Portas, está aberto a isso [aliás, este está sempre à espera de boleia…] mas o PSD de Passos não [o que quer que isso seja…] não. Das duas uma: ou conta com o CDS ou o PSD livra-se de Passos Coelho e talvez alinhe numa aliança de bloco central.

Seguro parece um pedinte a pedir esmola para o poder.

sábado, 1 de junho de 2013

O PSD e os dissidentes: Sintra vs Covilhã

Perguntaram-me há dias como podia eu apoiar a atitude de António Capucho ao integrar uma candidatura independente, desrespeitando a decisão do partido, e simultaneamente criticar o caso da Covilhã.

Pois bem. Há dissidentes e dissidentes. António Capucho não é de todo um dissidente. E ao contrário do que possa parecer o caso de Sintra é o inverso ao da Covilhã.

Teremos que recuar para perceber as coisas. A candidatura por ele apoiada em Sintra (e onde será cabeça de lista à Assembleia Municipal) foi a que as bases apresentaram, a de Marco Almeida, de acordo com os estatutos do partido. Esta decisão não foi respeitada e foi imposto um candidato de fora, Pedro Pinto. Ou seja, o candidato oficial não foi o escolhido mas sim um paraquedista colocado “à força” e à revelia. Na Covilhã houve quem tentasse fazer o mesmo mas foi respeitada a escolha da concelhia e os “revoltosos” criaram uma candidatura pseudo independente. A única semelhança entre estes dois casos é que os protagonistas independentes correm o risco da expulsão nos termos estatutários.

Na verdade, o que está em causa é a legitimidade das decisões. Em Sintra não se respeitaram os militantes e na Covilhã não se asseguraram os interesses de alguns…

Capucho trata-se de um histórico e faz falta ao partido. É um grande crítico da actual direcção nacional, do Governo e do rumo das políticas que este teima em implementar. No entanto, compreendo as razões da sua “separação” e são legítimas.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

“Libertar Portugal da austeridade”

Foi uma iniciativa no mínimo curiosa. Porquê? Bem, começando pela organização: Mário Soares, Arménio Carlos, Manuel Alegre, Boaventura Sousa Santos e Pacheco Pereira.

Pacheco Pereira é uma pessoa muito indignada, que critica o Governo e as suas políticas. O Governo do seu [e meu] partido mas do qual ele se tem vindo a distanciar.  Este encontro que se dizia ser de unidade de esquerda contou com a ajuda de tão ilustre pseudo-comentador [não sei onde está a esquerda dele]. Pessoa que não apareceu por lá [vá-se lá saber porquê…]. É ainda de notar as ausências de responsáveis partidários.

Foi mais uma forma de propaganda esquerdista dos que se dizem alternativa e que querem eleições à força e a todo o custo. Aqueles que falam em unidade mas que jamais seriam capazes de se relacionar entre si. Note-se que Soares continua a piscar o olho a Portas. Porquê? Porque apesar da sua demência ainda revela, por vezes, sinais de lucidez e sabe que no fundo a “sua” esquerda não se entende e não é com esses que pode contar. Se deseja tanto o regresso dos socialistas ao poder, ele tem consciência que só pela mão do CDS o conseguirá.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

À 3.ª é de vez?

Na próxima 3.ª feira será o terceiro Conselho de Ministros extraordinário deste mês. Mais uma reunião em torno do orçamento rectificativo e dos famosos cortes no Estado Social.

Depois de conhecidos os chumbos do TC às normas do OE 2013, o Governo sente-se finalmente preparado para apresentar o plano B que sempre disse não ter.

A isto chama-se excesso de confiança ou impreparação [leia-se incompetência]?

Conselho de Ministros atrás de Conselho de Ministros não se vê nada de novo a não ser a concretização de medidas há muito anunciadas…

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Isaltino

Reza o acórdão que a condenação de Isaltino Morais deverá servir de exemplo. Dizem os entendidos que tal não pode estar escrito porque ninguém é condenado para servir de exemplo mas sim porque cometeu algum delito.

Não sendo jurista, não me pronuncio sobre essa questão, mas quer possa estar escrito ou não, o facto é que a ideia é essa. São este tipo de casos que levam o comum cidadão a estar cada vez mais descrente nos políticos e na justiça. A justiça dos ricos é sempre diferente da justiça dos pobres. A justiça dos políticos é diferente da justiça do cidadão. Os políticos têm estado imunes mesmo quando os crimes são comprovados.

A prisão efectiva deste senhor é aplaudida por muitos e vista como um exemplo a ser seguido.

Afinal a justiça existe :)

domingo, 21 de abril de 2013

Remodelação até quando?

Ao contrário do que seria de esperar a remodelação governamental ficou muito aquém das espectativas com uma mera substituição de Relvas. No entanto a remodelação ainda não terminou e continua a ser feita às pinguinhas.

Para quem estava à espera de novos ministros vai ter de se contentar com novos Secretários de Estado que continuam a ser substituídos.

Diria que esta remodelação é feita por fases. Será que a fase dos Ministros ainda está para vir? Esperar para ver

domingo, 7 de abril de 2013

O TC é mau… :’(

Como já seria de esperar, o Governo vem-se vitimizar e culpar o Tribunal Constitucional por esta trapalhada. É um osso duro de roer, bem sei, mas a isso chama-se Estado de direito. A Constituição define a separação de poderes e é por isso que o TC não tem de se submeter à vontade do Governo, nem cabe ao Governo concordar ou não com as decisões por este tomadas. Ao Governo compete governar e ao TC fiscalizar. Já no ano passado houve um cartão amarelo e este ano espera-se outro? [Já agora!!!!] Foi um cartão vermelho e bem claro! A crise não é desculpa para tudo! O Governo não está acima da Constituição! Lamento, mas a Constituição não prevê excepções em momentos de crise!

Pode o nosso PM vir dizer que não concorda com a interpretação expressa no acórdão e que existem não-sei-quantos constitucionalistas que acham o mesmo, mas isso não serve de nada porque quem manda mandou bem! Os funcionários públicos não podem pagar a factura. Chega! São sempre os mesmos! Desde 2005 que estão a ser prejudicados. Não está violado o princípio de igualdade porque o público não é igual ao privado, dizem alguns. Poderão ter alguma razão no que dizem, porém os subsídios são um direito que assiste a qualquer trabalhador, seja no público ou no privado! Qualquer dia temos alguns iluminados a pedir para os FP irem trabalhar de borla para se poupar… Tenham vergonha os que defendem este tipo de estratégia de retirar o dinheiro a quem trabalha!!! E os pensionistas? Cabe na cabeça de alguém retirar rendimento a pessoas que andaram uma vida inteira a trabalhar? Haja decoro! Aqui também houve erros do TC?

Passos Coelho anuncia que não haverá mais aumentos de impostos [também era o que mais faltava!], em alternativa haverão cortes na Educação, Saúde, Segurança Social e empresas públicas, ou seja no Estado Social.

Vejamos:

  • Cortes na educação: despedir professores? Fechar mais escolas? Forçar os mega agrupamentos?
  • Cortes na saúde: despedir médicos? Despedir enfermeiros? Poupar nos medicamentos e/ou tratamentos aos utentes?
  • Cortes na Segurança Social: cortar mais nas prestações sociais? Deixar as pessoas morrer à fome?  Reduzir ainda mais o tempo do subsídio de desemprego? Aumentar a idade da reforma?
  • Cortes nas empresas públicas: mas essas não foram já alvo de extinções e despedimentos? Se calhar ainda há aqui muito a fazer e não sabemos [pudera, como o Governo não comunica com o povo, é natural que não saibamos o que andam a fazer…]

A receita é a mesma: cortes cegos e desmedidos nas áreas fundamentais, sendo as que mais cortes já sofreram nestes 22 meses. Mais uma vez tenho de dizer: o caminho não é este!

Ficam por conhecer (para já) quais as consequências políticas, ou seja, se há remodelação ou se continuará a teimosia em manter quem está desgastado e os super ministérios.

Registo que Seguro, que se diz preparado para substituir o Governo, não aparece para apresentar as suas ideias alternativas? Que alternativa é esta? Para quem defende o PS fica aqui um recadinho: abram os olhos!

Vamos lá a ver se as pessoas percebem de uma vez por todas que o TC não é o mau da fita e não tem culpa do que se passa! A culpa é de quem fez um OE que sabia de antemão que ia contra a Constituição!

Tenho dito!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Dura lex sed lex

Finalmente efectivou-se o tão esperado chumbo das medidas mais polémicas do OE2012 – corte de subsídios a funcionários públicos e pensionistas. Alguns [eu incluído] esperavam que a famosa contribuição extraordinária de solidariedade também estivesse inserida no pacote mas pelos vistos os senhores juízes assim não o entenderam. A base desta decisão é a violação do princípio de igualdade.

E agora? Passos Coelho demite-se abrindo caminho a um novo Governo com outras políticas? [é que para fazer o mesmo, não vale a pena passar a cadeira a outro] Faz-se uma remodelação de fundo no elenco governativo (Gaspar incluído) e muda-se o rumo? Será que vai reinar a teimosia e vem aí mais austeridade? Todas estas perguntas terão resposta amanhã, depois do Conselho de Ministros [ou não]. Dizer que o Governo fica sem legitimidade é muito. Mas dizer que Gaspar não tem condições para continuar, isso sim, é acertado.

No final desta novela quem fica pior na fotografia é o PR que tinha a obrigação de evitar tudo isto se tivesse pedido a fiscalização preventiva. E nesse caso, tenho a certeza, que o chumbo teria ido mais longe. No fundo o TC não teve coragem de fazer maior estrago e ficou-se pelas quatro negas…

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Adeus Relvas!

A remodelação estava difícil. Lá teve de levar um valente empurrão. Relvas decidiu que já tinha feito demasiados estragos e vai-se embora. Já vai tarde! Sempre fui um grande crítico desta personagem. Ele é o responsável pelo desgaste deste Governo. A ele se deve grande parte da contestação popular.

Passos segurou Relvas até quando pode. Parece que agora se tornou inevitável a saída do meu “best friend”. Mas a que se deve esta saída? Relvas sai antes da remodelação para não ser corrido? Sai antes de deixar de ser Dr.? É muito estranho este timming mas em breve talvez se saiba algo mais com o desenrolar da novela OE2012.

Já há quem ande a rondar para ocupar a cadeira mas é preciso ter calma porque mais cadeiras ficaram vagas muito em breve. Relvas é apenas o primeiro! Passos Coelho ainda não se pronunciou sobre o que fará mas prevê-se que Relvas se mantenha demissionário até que surja quem o possa render. Ao mesmo tempo tomarão posse os novos ministros que aí vêm [quem sabe se o PM não estará incluído no pacote…] O pacote de ministros trará muitas surpresas.

Alguns dos actuais Ministros já manifestaram o desejo de sair mas quer-me parecer que a remodelação não se fica por esses. Haverá alguma troca de pastas [4 Ministros, 5 no máximo] e algumas [muitas] caras novas. Também é possível que um ou dois Secretários de Estado sejam “promovidos”. E talvez o CDS ganhe mais um espacinho. Esperar para ver. Com a eminente pronuncia do Constitucional, as novidades não tardarão. Poderia apontar alguns nomes mas prefiro guardá-los para mim e a seu tempo fazer juízo das escolhas. O Professor Marcelo já deu algumas sugestões que deviam ser aproveitadas mas Passos Coelho já mostrou que não é um bom aluno.

Relvas dizia hoje que a História lhe fará justiça e que o recordará. Ele tem toda a razão no que diz. Ficará para a história com o coveiro das Freguesias… Pelo menos nalguma coisa será recordado.

quarta-feira, 27 de março de 2013

De Paris para a RTP

Como seria de esperar Sócrates vitimiza-se dizendo que regressa para esclarecer as mentiras que dizem sobre ele e sobre a sua governação. O bem intencionado vem dizer que os políticos e os jornalistas o estão a diabolizar e a criticar manipulando as suas intenções em relação ao seu regresso. Sócrates regressa porque chegou o tempo de falar e pretender contribuir com a sua opinião. “O meu único desejo é tomar a palavra (...) e apresentar a minha versão dos factos”. Durante a entrevista aquilo que manifestou foi os seus verdadeiros interesses: ter um espaço para se defender, para atacar o Governo, para branquear a verdade. É lamentável que a RTP embarque nisto e seja a arma da vingança de Sócrates. E ele estava tão mortinho por ter palco que até ofereceu os seus serviços! Vejam bem que ele é tão bonzinho que vai ladrar de borla!

Em dois anos nada mudou. Continua arrogante, continua a fugir às questões e a querer manipular as entrevistas. Nota-se que continua um ressabiado a quem ninguém pode apontar o dedo sob a pena de lançar as garras de fora. Tem a lata de dizer que não assume a responsabilidade de ter entregue o país à troika. Sacode a água do capote, alegando que a culpa é da crise internacional. Aliás, ele mostra-se como não sendo o culpado de nada!

Sócrates não veio para ter um espaço de comentário político, veio sim para nos contar histórias da carochinha. Para contar uma novela que contraria a narrativa da direita…

Palavras chave: narrativa da direita, histórias mal contadas, embuste

terça-feira, 26 de março de 2013

Vou ali e já (não) volto

Quando um Ministro ou um Secretário de Estado é empossado assume um compromisso e pressupõe-se que cumprirá a sua missão até ao fim ou pelos menos até que lhe seja possível. Pelos vistos nem todos têm este entendimento. O espírito de serviço e de missão não é partilhado por todos. Temos exemplos dos que abandonam o barco ou porque pressentem um naufrágio ou porque encontraram um porto mais favorável do que aquele para o qual navegavam. Falo do Secretário de Estado adjunto da Economia que, diz ele, sai do Governo para responder a “um apelo amplo” no sentido de se candidatar à Câmara Municipal de Viseu. Mas se este sai para ir ver de vida para outro lado, há quem se mantenha, cumprindo o seu dever. Neste caso refiro-me a Marco António Costa que, apesar de ser o “sucessor” natural de Menezes em Gaia, não arreda pé da sua Secretaria de Estado (da Solidariedade e Segurança Social). Tem feito um bom trabalho e já deixou claro que o Governo e os portugueses continuaram a contar com ele. Palavras para quê? Pessoas diferente que encaram a política e a vida pública de forma diferente…

segunda-feira, 25 de março de 2013

Outra vez o Chipre

Numa crónica anterior (ver aqui) tinha elogiado a coragem dos políticos cipriotas por terem contrariado os mandantes da Europa. Pelos vistos foi tudo em vão porque acabaram por ceder e o resultado final foi pior que a proposta inicial. Em vez dos 10% que tinham sido avançados, os depósitos acima dos 100.000€ terão agora de levar uma “ripada” de 30% [andaram alguns desgraçados a poupar uma vida inteira para agora vir o Estado comer praticamente um terço das poupanças!]

Mais uma vez fica provado que a União Europeia não é uma “federação” de solidariedade como muitos apregoam mas sim uma ditadura dos grandes sobre os pequenos que ou se submetem, ou são ameaçados com a saída de emergência.

O presidente do Eurogrupo acabou por deixar escapar a verdade dos factos, que depois se apressou a desmentir: a receita poderá ser aplicada noutros países. Aguardemos então que mais uma pérola da austeridade se estenda aos outros países, como o nosso. Mais uma medida contraproducente que destruirá irremediavelmente os sistemas bancários…

domingo, 24 de março de 2013

Moção de censura

Como o Parlamento não tem mais nada que fazer, vai perder tempo com a apresentação de uma moção de censura sem qualquer consequência já que se sabe que não será aprovada. PS quer ser Governo não para mudar as coisas por cá mas apenas porque quer poder. Prova disso é a carta enviada à troika onde diz que vai prosseguir com o memorando e que vai honrar os compromissos assumidos.

Fica assim demonstrado que as políticas que tanto critica seriam/serão as mesmas que eles implementavam. Mas afinal que pretende o PS? Mudar o país? Ou mudar a cor do país de laranja para rosa? Com o recadinho para o exterior o PS acabou por mostrar as suas verdadeiras intensões. Cá dentro diz que faria tudo diferente mas lá para fora vai dizer que é tudo para manter. Pelos vistos correu mal esta tentativa de enganar o povinho… Seguro não tem alternativas para o país, não tem líticas diferentes para implementar. Seguro quer ser Primeiro Ministro e ponto. Isso a todo o custo. E Sócrates [e a RTP] poderá dar uma ajudinha, não por morrer de amores por ele mas por vingança.

A esquerda vai votar favoravelmente mas no fundo não concorda com o seu princípio, uma vez que estes partidos não querem cá a troika. Pergunto eu: se por “milagre” a moção fosse aprovada que seria do país? O PS convencia o PCP e o BE a irem para o Governo mesmo com a troika ou seriam eles a exigir ao PS para correr com a troika? Nem uma coisa nem outra! Então como é que o PS formaria Governo? Pergunta complicada. Seria um Governo minoritário, possivelmente o menos votado na história da democracia. A não ser que eles andem mesmo a sonhar com uma maioria… Caiu a máscara a Seguro ou será que anda a fazer bluff?

sexta-feira, 22 de março de 2013

Ordenado mais que mínimo

Assistimos presentemente a um momento inédito (ou quase inédito) em termos de concertação social. Os sindicatos e os patrões ambos desejam o aumento do ordenado mínimo para assim potenciar o desenvolvimento da economia, dando dinheiro às pessoas, mas o Governo recusa actualizar o valor.

Segundo o iluminado que governa o nosso país,  o aumento do salário mínimo seria um presente envenenado. Por muitas voltas que dê à cabeça não entendo o porquê de tal afirmação...

Passos Coelho acha que 431,65€ (líquidos) é suficiente para uma pessoa sobreviver mas o CDS já fez saber que vê com bons olhos uma eventual subida. Será que este tema levará a um novo confronto entre os partidos do Governo?